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Sentado a Beira do Caminho!

4 out

Eu não posso mais ficar aqui a esperar

Que um dia, de repente, você volte para mim

Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim

Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim

Meu olhar se perde na poeira desta estrada triste

Onde a tristeza e a saudade de você ainda existem

Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança

De ao menos ver de perto o seu olhar que eu trago na lembrança

Preciso acabar logo com isso

Preciso lembrar que eu existo

E segue ….

Muito bem. Esta tosca linda canção da dupla Carlos lançada em 1969, percussora das “lindas” letras sertanejas dos dias de hoje. Durante longo tempo na minha infância e adolescência não tinha como não me acompanhar, assim como toda uma geração. Esta canção brega romântica tem a intenção de contar a história de um apaixonado desesperado que com saudades de sua amada fica sentado na beira de uma estrada enquanto chora se apercebe em sua volta dos problemas, do clima, do tempo. Enfim, um pobre coitado.

Não indo pro lado da pieguice, sempre quando lembro esta canção, me vejo de alguma forma sentado à beira de um caminho e os carros passando de um lado para outro, todos com um objetivo, indo e vindo, e eu ali parado. Talvez esperando alguma coisa, acreditando que não devo me mexer, que de alguma forma a vida, Deus, ou o destino vai me mostrar à direção a seguir.

Não como o personagem da canção, esperando o seu grande amor que se foi, entretanto às vezes é necessário sentarmos e aguardarmos, de preferência num lugar coberto, porque já é um saco não ter direção, e o pior é ainda ficar molhado com a chuva que nem sempre avisa que está chegando.

Uma observação. Escrevi esse texto muito tempo atrás. Agora estou simplesmente republicando, entretanto só para constar já me levantei e estou caminhando, ou não.

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